
Os soldados do batalhão da vida
Nem terminaram de curar a ferida
Que já tem que voltar ao combate
Para ver se eles conseguem batalhar
Não escolhem as armas nem o terreno
Se colocam em pé a espera do fogo amigo
Recebendo tiros na dignidade do silêncio
Para ver se eles conseguem aguentar
Prevenidos do perigo iminente
Eles ficam em baixo na tranqueira
Contando o que sobra de tempo
Para ver se eles conseguem se levantar
Vem a hora de ficar descoberto
E gastar no ataque deseperado
As ultimas balas de esperança
Para ver se eles conseguem enfrentar
O brinquedo de plástico na mão
Frente a precisão de todos os canhões
No terreno da grama verde do lado
Para ver se eles conseguem alcançar
Os cuidados do pronto-socorro
Num instante de trégua inesperado
Levantarão a flor e a bandeira
Para ver se eles conseguem se curar
Na hora das medalhas e decorações
Na sala do instável cessar-fogo
Sentarão do lado, de costas, no fundo
Para ver se eles conseguem evitar
A ultima leva de danos colaterais
Dentro deles nada terá razão da essência
E eles não perderão tudo nesse dia
Para ver se eles ainda conseguem sonhar

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