quinta-feira, 16 de abril de 2009

terça-feira, 14 de abril de 2009

Era uma vez...



Era uma vez um elefante na selva
Ele coloca um pé na merda
Ele coloca dois pés na merda
Ele coloca quatro pés na merda
E depois de um bom tempo
Ele coloca a tromba na merda
Porque de ficar na merda tanto
Ele consegue não sentir mais
O cheiro

domingo, 12 de abril de 2009

Coelho de Páscoa para cachorro azul


Para engolir o coelho da páscoa
Tire a pele e cada orelha
Senão você vai se asfixiar
Seria uma pena estragar
O que pode ficar delicioso
Por uma bolinha de pelo
Travada no fundo da garganta
Depois com doce tudo passa

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Alto mar



A onda tem a virtude
De não te deixar afogado
De não te manter imóvel
O corpo se mexa na luta
Enquanto a mente trava
E as chamadas para vida
São poucas entre elas
São muitas dentro dela
E a liberação da grávida
Fica uma lembrança
Da liberação da gravidade
Do caminho para o altar
Pela baixarias do autor
Até o caminho para o alto
Do fundo da poça
Do fundo do poço
No fundo do mar
Lá está o cachorro
Nadando

terça-feira, 7 de abril de 2009

So do we...

Um momento



Entre a linguiça e a azeitona
Dois copos para sossegar
Um fatia de ontem
Um razão de se lembrar
Uma lembrança para hoje
Uma razão de esperar
Uma esperança pro futuro
Um futuro suspenso no ar
Um balanço, uma trégua
Suspensas no ar
Todas as razões de brigar
Suspensas no ar
Todas as razões de se aliviar
Suspensas no ar
Fica aí dormindo
Até a comida acabar
Um momento
Para respirar

The Beghini of the end



Acabou o precioso licor amarelo
Deixando o amigo transparente
Solteiro do lado do copo
O conta gotas está virado
Como já um tempo está o mundo
Deixando cair aos poucos
Os centímetros do precipício
Do vazio do fundo
Da garrafa de vidro

A última guerrilha



Os soldados do batalhão da vida
Nem terminaram de curar a ferida
Que já tem que voltar ao combate
Para ver se eles conseguem batalhar

Não escolhem as armas nem o terreno
Se colocam em pé a espera do fogo amigo
Recebendo tiros na dignidade do silêncio
Para ver se eles conseguem aguentar

Prevenidos do perigo iminente
Eles ficam em baixo na tranqueira
Contando o que sobra de tempo
Para ver se eles conseguem se levantar

Vem a hora de ficar descoberto
E gastar no ataque deseperado
As ultimas balas de esperança
Para ver se eles conseguem enfrentar

O brinquedo de plástico na mão
Frente a precisão de todos os canhões
No terreno da grama verde do lado
Para ver se eles conseguem alcançar

Os cuidados do pronto-socorro
Num instante de trégua inesperado
Levantarão a flor e a bandeira
Para ver se eles conseguem se curar

Na hora das medalhas e decorações
Na sala do instável cessar-fogo
Sentarão do lado, de costas, no fundo
Para ver se eles conseguem evitar

A ultima leva de danos colaterais
Dentro deles nada terá razão da essência
E eles não perderão tudo nesse dia
Para ver se eles ainda conseguem sonhar